Quem é Lázaro Barbosa, o serial killer de Goiás

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Lázaro Barbosa de Sousa, 32, está foragido da polícia por suspeita de assassinar brutalmente quatro pessoas da mesma família no Distrito Federal, matar um caseiro, sequestrar outras três vítimas para um ritual e trocar tiros com a polícia. As buscas já duram nove dias. 

Segundo o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Robson Cândido, o suspeito passou a vida trabalhando em fazendas.

Mas quem é Lázaro Barbosa?

Lázaro nasceu na cidade de Barra dos Mendes, na Bahia, município com cerca de 13 mil habitantes e que fica a pouco mais de 500 quilômetros de Salvador. Foi lá que ele registrou a primeira passagem policial, aos 20 anos de idade, por assassinato.

O foragido é descrito pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, como um psicopata.

— Ele não tem o menor valor à vida dele nem à de ninguém.

É um psicopata — disse em entrevista coletiva a respeito do caso.

Em uma das ocasiões em que foi preso, o laudo psicológico feito na penitenciária também o classifica como “psicopata”, com “comportamento impulsivo, agressivo, instabilidade e dependência emocional, preocupações sexuais e falta de controle e equilíbrio”.

A última residência do foragido fica na cidade de Cocalzinho de Goiás, que tem cerca de 18 mil habitantes. No local a polícia encontrou itens e desenhos que indicam rituais de magia negra. Ainda não se sabe há quanto tempo ele morava lá e se mais alguém residia na casa.

Lázaro chegou a ser preso três vezes, e fugiu em todas as ocasiões. Na lista de crimes se encontram assassinatos, estupros, sequestros, roubo e porte ilegal de arma de fogo.

O que se sabe até agora

Apesar da extensa lista de crimes existir desde 2007, Lázaro começou a chamar a atenção após o assassinato brutal de um casal e dois filhos em Ceilândia, no Distrito Federal, na quarta-feira (9).

Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Vidal, 21, e Carlos Eduardo Vidal, 15, foram assassinados no local. Os corpos estavam sob folhas para que não fossem vistos pelas buscas aéreas da polícia.

Cleonice Andrade, 43, foi levada como refém e teve o corpo localizado três dias depois, às margens de um córrego, sem roupas. De acordo com a polícia, a vítima foi executada com tiro na nuca.

Lázaro também passou a ser investigado pelo assassinato de um caseiro em Cocalzinho de Goiás. O crime teria ocorrido quatro dias antes da chacina em Ceilândia. O homem morreu alvejado por tiros, e o suspeito não levou nenhum pertence da vítima.

Na mesma cidade o foragido teria feito um casal e a filha de reféns, mas a menina conseguiu pedir ajuda e a polícia chegou a tempo de evitar mais mortes, mas Lázaro escapou. Um policial foi baleado na operação.

O secretário de Segurança afirma que existe um método que ele utiliza ao cometer os crimes:

— Ele leva para a beira do rio, manda tirar as roupas e acaba matando. Teria sido esse o destino da família, principalmente depois que ele percebeu que a menina tinha pedido ajuda.

Perseguição

O secretário justifica a demora em capturar o suspeito afirmando que ele tem grande conhecimento da região.

— Ele é nascido e criado aqui nessa região, é mateiro, sabe se movimentar como ninguém. Isso dificulta nosso trabalho. Essa região tem muitas chácaras, casas abandonadas, casas de passeio e uma grande mata auxiliar fechada. Isso desfavorece quem está perseguindo e favorece quem é da região. Essa é nossa grande dificuldade.

Desde sábado (12), mais de 200 agentes do Distrito Federal e de Goiás participam da força-tarefa para capturar o foragido.

Segundo o secretário, as chances de captura aumentam com o passar do tempo por conta do cansaço do fugitivo e da dificuldade para encontrar comida.

Folhapress

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