MP concorda com concessão de prazo para empresário entregar documentos sobre ‘retorno’ à campanha de Taques

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O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio do promotor de Justiça Arnaldo Justino da Silva, emitiu parecer, no dia 11 de maio, concordando com a concessão de mais 90 dias para conclusão de inquérito que investiga o ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques. O político é suspeito de ter se beneficiado por doações não contabilizadas nas eleições de 2014, feitas, em tese, feitas pela empresa Gráfica Print, no montante de R$ 2 milhões. Informações inicialmente foram delatadas pelo empresário Alan Malouf.
O empresário Dalmi Defanti, dono da Gráfica Print, prestou depoimento à Polícia Federal confirmando que realizou serviços à campanha de Taques. Conforme declarações, parte de valores pagos pela campanha foram devolvidos. Dalmi, porém, não identificou quem teria recebido o dinheiro dos saques, pouco mais de R$ 400 mil.

A PF solicitou no dia três de maio a concessão de novo prazo para conclusão da investigação. A Polícial comunicou que resta pendente diligência para que Dalmi entregue documentos comprobatórios dos saques citados no depoimento.

“Observa-se, portanto, que as investigações es ainda estão em andamento, existindo diligências a serem realizadas para formação da opinio delict, tornando-se necessária a concessão de prazo para a continuidade da apuração da infração penal eleitoral, pela Autoridade Policial”, argumentou Arnaldo Justino. “Em face do exposto, o Ministério Público Eleitoral concorda com a solicitação de dilação de prazo conclusão dos trabalhos, por mais 90 (noventa) dias”, finalizou o promotor no dia 11 de maio.

Fonte: Olhar Jurídico

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