Gaeco deflagra “Operação Rota Final” em Cuiabá e Sinop

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A Operação Rota Final desmantelou em 2018 um esquema de fraudes, cooptação de servidores e pressão para que as linhas intermunicipais não fossem licitadas, e que continuassem a valer os contratos precários, um negócio que rende dezenas de milhões de reais às empresas.

Sem contratos, o segmento fatura alto, presta péssimos serviços à população, cobra passagens caríssimas e sonega, por baixo, R$ 250 milhões em impostos todos os anos.

E uma série de empresários e funcionários de empresas de ônibus que fazem linhas intermunicipais, servidores estaduais, sindicalistas e políticos chegaram de prestar depoimentos à Delegacia Fazendária e ao Ministério Público Estadual (MPE), relacionados à Operação Rota Final.

E na manhã desta sexta-feira (14) foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com o Núcleo de Ações de Competência Originárias (Naco), do Ministério Público Estadual (MPE), mais uma Operação Rota Final.

Os alvos foram o deputado estadual Dilmar Dal Bosco do Partido Democrata (DEM) e o ex-deputado Pedro Satélite.

Agentes do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e do Núcleo de Ações de Competência Originárias (Naco) e promotores fazem ‘varredura’ nas residências de Dilmar Dal´Bosco na cidade de Sinop (500 KM de Cuiabá) e em uma residência de luxo do parlamentar, em Cuiabá.

Está sendo cumprida, ainda, ordem de sequestro judicial de bens dos investigados até o montante de R$ 86 milhões, a ordem de indisponibilidade abrange vários imóveis, duas aeronaves, vários veículos de luxo, bloqueio de contas bancárias e outros bens necessários ao ressarcimento do prejuízo acarretado pela prática dos crimes.

E na residência de Pedro Satélite, no condomínio de alto padrão Belvedere, em Cuiabá, assim como sua empresa que também é alvo de buscas. Os dois investigados são apontados como membros de um grupo criminoso.

Dal Bosco e Satélite foram alvos da Operação Rota Final em 2018, que apurou suposto esquema no sistema de transporte intermunicipal do Estado.

Segundo o Ministério Público, eles fazem parte supostamente de um ‘esquema’ e que fraudava licitação do transporte coletivo intermunicipal em Mato Grosso.

Operação Rota Final é um desdobramento da Operação Rota Final ocorrida em 2018. Dilmar e Satélite também são acusados pelos crimes de corrupção e sonegação de impostos.

FONTE: BLOG DO VALDEMIR

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