Forças Armadas não apoiarão ruptura da democracia, avaliam ex-ministros da Defesa

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Nos últimos meses, as Forças Armadas aprofundaram sua relação com o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Mas isso não significa que Exército, Marinha e Aeronáutica estejam dispostos a seguir o presidente da República em uma iniciativa que signifique a ruptura da ordem democrática. A avaliação é compartilhada por três ex-ministros da Defesa consultados pela BBC News Brasil.

No domingo (03/05), Bolsonaro voltou a saudar manifestantes em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, como já tinha feito no dia 15 de março.

Em faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes pediam de novo o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), além da edição de uma nova versão do Ato Institucional nº 5, o AI-5, que marcou o início da fase mais violenta da ditadura militar (1964-1985).

Ao discursar para os manifestantes, Bolsonaro disse que as Forças Armadas estavam com ele, e que ele não iria “admitir mais interferências” em seu governo – a fala era um recado ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que na semana anterior revogou a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o posto de diretor-geral da PF, feita por Bolsonaro.

“Vocês sabem que o povo está conosco, as Forças Armadas – ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade – também estão ao nosso lado, e Deus acima de tudo”, disse o presidente da República.

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