Em áudio, padre pede morte de desafeto: “Seria uma bênção”

Por

As investigações sobre desvios do dinheiro doado por fiéis pelo padre Robson de Oliveira, da Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás, foram arquivadas pela Justiça, mas novas provas precisam ser levadas em consideração. A avaliação é do secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda.

Em uma das gravações, o padre estaria discutindo com o advogado Luís Barbosa a situação de outro advogado, Anderson Reiner Fernandes, que teria virado um desafeto. “Se o Senhor pudesse matar ele pra mim, seria uma benção”, diz o padre.

O conteúdo faz parte da investigação que o Ministério Público de Goiás e a Polícia Civil do estado conduziam contra o ex-reitor da basílica. No áudio, o padre estaria discutindo com Luís Barbosa uma estratégia jurídica.

O montante suspeito, segundo os investigadores, seria de R$ 2 bilhões movimentados em dez anos, incluindo fazendas, um avião e uma casa de praia – tudo conseguido com o desvio das doações feitas por empresas e fiéis. Em outubro, o Tribunal de Justiça de Goiás decidiu trancar a investigação.

O Fantástico também mostrou áudios de conversas entre o padre Robson e a delegada de Trindade, Renata Viera, que foi afastada do cargo na última semana pela chefia.

Em um relato a ela sobre uma cobrança que faria, o padre diz: “Eu vou levar um policial e um assessor armado. Vai ser na base do Faroeste Caboclo”.

A delegada de Trindade teria ganho contrato na igreja que o padre comandava.

A defesa do religioso disse à Rede Globo que não reconhece a autenticidade dos áudios, os quais poderiam ter sido alterados por hackers.

Em nota, a delegada Renata Vieira disse ao Fantástico que é amiga do Padre Robson desde 2009. Diz também que presidiu investigação de eventual crime de extorsão, em que o padre era vítima, e que obedeceu as normas da lei. O advogado Cláudio Pinho afirma que o suborno nunca aconteceu e que o áudio investigado é possivelmente uma montagem. A presidência do Tribunal de Justiça de Goiás afirma que não se pode presumir a ocorrência de irregularidades no julgamento de processos a partir de conversa mantida entre advogado e cliente.

Fonte: METRÓPOLES

Você pode gostar