Ainda há centenas, ou até milhares de criminosos da 2ª Guerra soltos, diz caçador de nazistas

Por

Ainda há centenas, se não milhares, de criminosos nazistas soltos por aí, e é essencial que eles sejam encontrados e julgados. Esse é o alerta de Efraim Zuroff, um dos maiores caçadores de nazistas do mundo.

“A idade não deveria ser uma proteção para pessoas que cometeram esses crimes horríveis”, disse à reportagem Zuroff, que é o principal caçador de nazistas do Centro Simon Wiesenthal, entidade com sede em Los Angeles que busca encontrar criminosos da Segunda Guerra.

“Quando olhamos para essas pessoas, vemos idosos frágeis, mas quando eles cometeram seus crimes, estavam no auge da forma física e dedicaram toda sua energia a matar homens, mulheres e crianças inocentes. Nós devemos isso às vítimas, punir os assassinos”, diz.

Indagado sobre o papel do ex-presidente americano Donald Trump no crescimento das atividades de supremacistas brancos nos EUA, Zuroff defende o republicano: “O ex-presidente Trump certamente não era antissemita, nem queria empoderar extremistas de direita.”

PERGUNTA – Quantos nazistas criminosos de guerra o senhor ajudou a localizar e processar? Sabe-se o número total de criminosos de guerra nazistas que foram responsabilizados?

EFRAIM ZUROFF – Eu localizei o destino de emigração de cerca de 3.000 suspeitos de serem nazistas criminosos de guerra, que emigraram para o mundo todo, principalmente para democracias anglo-saxãs: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, e Nova Zelândia.

Transmiti as informações aos governos desses países e isso ajudou a convencer o Canadá (em 1987), a Austrália (em 1989) e o Reino Unido (em 1991) a aprovarem leis especiais para permitir ações penais contra nazistas vivendo nesses países. Em pelo menos 40 casos em que eu estive envolvido pessoalmente, algum tipo de medida legal foi adotada contra os criminosos, ou eles foram expostos publicamente. Ninguém nunca calculou o número total de nazistas que foram julgados, mas provavelmente está próximo de 1 milhão, a maioria na antiga União Soviética e países comunistas.

Por Folha Press

Você pode gostar